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Porque Kênosis

Resolvemos chamar esta publicação de Kênosis, pois consideramos esse conceito um dos mais fundamentalmente cristãos apresentados em toda Bíblia sagrada.

Mas o que é Kênosis? A definição padrão, presente no Google, diz que Kênosis (ke/nwse – ekénose, ekenõsen) é um conceito da teologia cristã que trata do esvaziamento da vontade própria de uma pessoa e a aceitação do desejo de Deus em detrimento de seu próprio. É encontrado no Novo Testamento como o esvaziamento de Jesus, na carta de Paulo aos Filipenses.

Esvaziar-se – deixar a própria vontade, desejo, prioridade ou necessidade para segundo plano – parece ser o mais essencial e o mais difícil desafio do cristão atualmente, principalmente neste mundo do “tudo mais, tudo pode, hoje, aqui, agora, só para mim”.

Kênosis é difícil, porque demanda a cada um de nós esvaziar-se de si mesmo, para assumir a vontade e o projeto de Deus em nossas vidas, como Abraão na Primeira Aliança, e Maria, na Segunda e definitiva.

Mas não é só isso: Kênosis é também assumir a vontade e a posição do outro, porque para Cristo seus 2 mandamentos únicos e essenciais são indissociáveis: “amai a Deus sobre todas as coisas E ao próximo como a ti mesmo”. Ou, como pregou João em sua 1ª Carta (4, 20): “Se alguém diz: Eu amo a Deus, e odeia a seu irmão, é mentiroso. Pois quem não ama a seu irmão, ao qual viu, como pode amar a Deus, a quem não viu?”

Deixamos, portanto, para reflexão de cada um, como membros ativos do Corpo de Cristo e cidadãos do Reino de Deus, pelo Batismo, a passagem original da 2ª Carta de Paulo aos Filipenses, onde a Kênosis – e seu efeito transformador e salvífico se materializam para todo o sempre, como única promessa de Deus, por Cristo, no Novo Testamento: aquele que seguir seus mandamentos, de todo coração, toda alma, todo entendimento e todas as forças terá a eternidade junto ao Pai.

Filipenses 2, 1-11:]“Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, Que, sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, Mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens; E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz. Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.”

© 2013 Blog Kênosis

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