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O Papa Francisco e a Igreja Servidora

De forma recorrente em suas homilias e discursos durante a viagem ao Rio de Janeiro por motivo da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Julho passado, o Papa Francisco fez questão de valorizar, sobretudo, o imperativo de colocarmos Cristo no centro de nossa fé e de nossa vida na Igreja, em detrimento de qualquer outra questão. E o que isso significa para nós?

Nossa missão é clara e nos foi imposta (e não proposta) pelo próprio Jesus, começando com Pedro e os demais discípulos, e estendendo-se a todo batizado: “E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o Evangelho” (Mc 16,15). Os discípulos, os Pais da Igreja, todos os Santos, cada fiel, portanto, tem como DEVER zelar e disseminar o Evangelho de Jesus, o único Evangelho que podemos fiar e confiar.

Ora, se isto é verdade, então 100% da certeza de nossa fé se ampara no Evangelho – a Boa Nova trazida por Jesus. Mais do que isso, se ampara no próprio Jesus. Por isso, nada, absolutamente nada em nossa Igreja pode ser mais ou menos do que Jesus falou, ensinou, fez, pediu ou impôs. Não há outro evangelho; não há outra lei, não há outros mediadores ou reveladores do Pai.

Com essa compreensão clara, nossas vocações devem obrigatoriamente encontrar segurança no rochedo firmado por Cristo, porque Cristo é a somatória posta em prática de todas as vocações, é a epifania máxima da caridade e, portanto, da santidade. Cristo é nosso único modelo de vida vocacional.

As vocações são universais

Jesus foi explícito ao incluir a TODOS como herdeiros da graça conquistada na cruz com a conclusão de sua missão de Redenção-Reconciliação-Salvação da Humanidade, porque Ele não veio só para os judeus, mas também para os pagãos; não é somente da ordem de Abraão, mas de Melquisedeque (conforme o autor da Carta aos Hebreus); não veio justificar somente o povo judeu, mas todos os descendentes de Adão (conforme Lucas); é, como no Prólogo de João, o Verbo Encarnado pelo qual TODAS as coisas foram feitas, antes mesmo de existirem!

Por isso, importa reforçar que vocação NÃO é chamamento especial somente para alguns.

Infelizmente, ainda hoje, faz-se parecer muitas vezes que algumas vocações são mais importantes do que outras, ou mais próximas de Deus, ou ainda mais especiais. Esse tipo de raciocínio, quase gnóstico, certamente não vem de Deus, porque o Deus-Pai-Amor revelado por Jesus não separa, mas une; não prioriza, mas universaliza.

Por Deus, vocação é para todos; pois todos as têm, para alguma qualidade, para alguma finalidade especial em Sua obra, ainda mais quando convertidos e batizados. Certamente que não são as mesmas vocações, nem com as mesmas intensidades, nem com as mesmas características, porque assim como com os dons, as vocações se desenvolvem e se fortalecem no Espírito, em cada qual de uma forma e em um tempo distinto, ativadas por um gatilho específico – que pode ser um convite, uma sensação, uma grande dor, um vazio profundo, uma revolta, uma grande perda, um bênção recebida e a vontade incontrolável de retribuir a alguém, uma graça.

As vocações são individuais, mas SEMPRE para o outro

As vocações são pessoais, intransferíveis, irremediáveis, mas sempre em favor do outro, para edificar ao próximo tendo a Deus sobre todas as coisas.

Por isso, uma vocação tem sempre a dimensão da “alteridade” – é sempre “alter” – ou seja, voltada para fora de si mesmo, para o outro, tornando-se obrigatoriamente um serviço, uma doação.

Por assim dizer, vocação é a plataforma sobre a qual estabelecemos nossa relação direta com Cristo, no ato consciente de segui-lo (conforme Mc 2,14). Com efeito, é o próprio Cristo quem nos dá o sentido de nossa vocação.

Como o Pai é de todos e a cruz de Cristo é para todos e o Espírito Santo sopra em todos, assim também é com as vocações. Só que para que sejam seguras, vivas e frutíferas, o coração de cada um deve estar aberto ao chamado que Deus, por Jesus e pelo Espírito Santo, faz a todos e a cada um!

Alguns exemplos de vocações bíblicas

Como exemplo, Maria foi chamada a ser Mãe do Salvador (nossa mãe, por decorrência), chamado que foi prontamente atendido por ela, mesmo sem compreendê-lo plenamente. A maternidade é, por definição, o tipo de vocação que é uma bênção concedida por Deus e compreendida somente por quem a vive, mas, por outro, um chamado eterno para abençoar, se doar e amar incondicionalmente.

José foi chamado a proteger a vida e pavimentar o futuro do Senhor e de sua bem-aventurada mãe, mesmo tendo sua fé e reputação, à época, postas publicamente à prova com o advento da gravidez virginal e humanamente inexplicável de sua futura esposa, que tinha somente em torno de 17 anos quando concebeu Jesus em seu ventre.

João Batista foi chamado para preparar os caminhos do Senhor e deu sua vida por esse ideal, enquanto Pedro foi chamado para liderar sua Igreja (deixar de ser pescador de peixes para ser pescador de homens) e Maria Madalena para ser a anunciadora primeira da ressurreição de Jesus. Já Paulo foi claro ao ecoar a consciência de sua vocação em sua carta aos romanos: “Eu, Paulo, servo de Jesus Cristo, apóstolo por vocação, escolhido para o Evangelho de Deus.” (Rm 1,1)

Vocações transformadas em serviço ao próximo: a Kênosis de cada um

Fica claro, portanto, que todo aquele que transforma sua vocação em serviço concreto ao próximo e para a edificação do Reino de Deus está se doando em alguma dimensão, ou seja, tirando o foco primário de seu benefício e prioridade para concentrá-lo nas coisas de Deus, nas questões da comunidade.

Esse é o mais puro exemplo do exercício diário de Kênosis ou esvaziamento individual de cada cristão. Como poderemos ver abaixo, cada tipo de vocação tem seu papel específico e valoroso, cada qual com um nível de Kênosis ou esvaziamento pessoal em maior ou menor grau.

Os tipos de vocações

Há uma diversidade muito grande de vocações. A título de exemplo resumiremos em quatro expressões vocacionais:

I – Leigo:

  • Todos os cristãos batizados que herdaram a missão de anunciar o Evangelho de Jesus Cristo – único Caminho, Verdade e Vida. Mas quem são esses cristãos?
    • Nenhum batizado, nenhum não batizado que se motiva a procurar Deus (e que efetivamente chegará a Jesus) ou ainda aqueles que não puderam ser batizados por qualquer razão (como as crianças), pode ou deve ser afastado ou marginalizado do seio da Igreja que, como Mãe, tem obrigação de acolher (por mais pecador que possa ser) a todos (como Cristo fez), uma vez que sendo batizado, o cristão automaticamente participa do Corpo Místico de Cristo e, portanto, integral ou parcialmente da comunhão dos santos.
    • Vale lembrar aqui que conforme a profissão de nosso credo niceno constantinopolitano, “professamos um só batismo” e, portanto, devemos compreender que diversas igrejas cristãs fazem parte do Corpo Místico de Cristo, seja em comunhão integral ou parcial com a Igreja primaz, a Católica Apostólica Romana. São elas:
      • Em comunhão integral: as 23 Igrejas Católicas irmãs com seus ritos autônomos, mas em perfeita comunhão plena com o Papa de Roma. Dentre elas podemos citar a Etíope, a Copta, a Maronita, a Melquita, a Malabar etc
      • Em comunhão não plena: outras tantas igrejas separadas, associadas ou advindas das católicas, como a Ortodoxa, a Luterana, a Anglicana e a Velha Igreja Católica.
      • Em comunhão imperfeita (principalmente porque não sacramentam a Eucaristia): igrejas cristãs dissidentes, já não denominadas católicas, mas que confessam Jesus Cristo como Deus, Salvador, dentre as quais as protestantes e evangélicas em geral, como a Presbiteriana, a Metodista, a Quadrangular, a Assembleia de Deus e a Batista, dentre outras.
      • Todos os fiéis não consagrados que devem trabalhar ativamente na construção do Reino de Deus, procurando implementar o Projeto de Jesus por uma sociedade digna, justa e fraterna.
      • Todos os ministros extraordinários e diáconos permanentes que exercem os diversos ministérios na comunidade, segundo os dons recebidos do Espírito Santo. Dentre esses serviços estão a catequese, o serviço social e a animação da liturgia.
      • Representam, em suma, o Homem na Igreja, com sua vida, desejos, prioridades e aflições e a Igreja no mundo dos homens, disseminando os valores cristãos nos mais diversos ambientes (escola, trabalho, família), a partir do testemunho de sua vida, sua postura de concórdia, sua palavra oportuna e sua ação concreta.

II – Religiosa e consagrada:

  • Pessoas que se sentiram impelidas a seguir a Jesus a partir de um carisma específico levado a cabo por um(a) fundador(a) de comunidade religiosa sob a inspiração do Espírito Santo, consagrando-se exclusivamente a Ele por votos de pobreza, castidade e obediência, dentre outros, vivendo em oração e contínua busca pela conversão e pela proximidade máxima com Deus.
  • São fiéis que ofertam a si próprios como oferenda integral a Deus, em Kênosis (esvaziamento) de si mesmos, simulando a relação exclusiva, simbiótica e interdependente que os primeiros discípulos tinham com Jesus e seu projeto de mundo. Por exemplo, estão neste rol os discípulos que, como os 12 escolhidos por Jesus, largaram suas crenças, culturas, religiões, aspirações, profissões e famílias para se colocarem integralmente a serviço do Reino de Deus e do Projeto de Jesus.
    • Observação 1: Mortificação – do jejum à abstinência, é da cultura e da fé cristã o conceito de renúncia e até mesmo de mortificação da carne – ou seja, exercer a faculdade de abrir mão de benesses terrenas em favor da elevação espiritual (comum à Quaresma, por exemplo). Entretanto, algumas das ordens religiosas e mesmo cristãos individualmente levaram ao extremo suas “vocações” de mortificação, substituindo a paz advinda pela graça conquistada por Jesus por uma busca voluntária pelo sofrimento, o que não é saudável à luz do sacrifício perfeito e completo de Cristo (exceção feita às situações de involuntárias de dor e o sofrimento, onde passa a fazer total sentido associar – e não completar – o sofrimento de Cristo na cruz com nossa parcela de sofrimento).
    • Observação 2:  Martírio – que a princípio era uma virtude perfeita e amada pela Igreja por ser um sinal irrefutável e legítimo de adesão e fidelidade incondicional a Cristo, acabou, entre os Séculos III e IV,  sendo banalizado e “ambicionado” por alguns cristãos como prêmio e prova de santidade, o que certamente não cabe no desígnio de Deus para nós.

III – Sacerdotal:

  • Representada pelos bispos, padres e diáconos, o sacerdote é um homem consagrado, que vive em comunidade com os membros leigos e outros membros consagrados, separado do meio de uma comunidade, designado a pastoreá-la e servi-la nas questões da fé e da religião (doutrina, missas e sacramentos), com a obrigação integral de aproximar cada fiel de Deus, orientando-o, à luz do Evangelho, em sua vida espiritual, social e familiar.
  • Cabe ao sacerdote dar continuidade à missão pastoral de Jesus Cristo, imbuído do desafio de fazer crescer, compartilhar e materializar o amor entre os membros de sua comunidade, estimulando as obras, os serviços, os ministérios, os carismas e vocações. Como categoria, existem 2 tipos de padres: aqueles que exercem seu ministério paroquial e são ligados a alguma congregação – portanto, religiosos, e aqueles que atuam ligados exclusivamente (daí o termo “incardinados”) a uma diocese, representada pelo Bispo – portanto, diocesanos.
  • Vale lembrar que o Sacramento da Ordem possui 3 graus: o diaconado, que são os Diáconos, homens que se colocam a serviço dos irmãos no ministério da caridade e a serviço do altar, através do ministério da liturgia e pregação – estes irmãos podem ser casados. Já o presbiterado, como foi dito acima, tem uma missão específica de reger, ensinar e santificar o povo de Deus numa determinada paróquia. O terceiro grau é o do Episcopado, que são os bispos, cuja missão, como sucessores dos Apóstolos, está reservada no pastoreio de uma porção do Povo de Deus que chamamos de Diocese.

IV – Familiar:

  • O matrimônio, mais do que um sacramento, é uma vocação que Deus planta no coração de um homem e uma mulher com a prerrogativa final de levarem a cabo o plano do Criador: “Deus os abençoou, e lhes disse: ‘Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a Terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra’.” (Gênesis 1,28)
  • Por isso, entende-se que um matrimônio sem frutos de procriação (exceto quando há impossibilidade física ou de natureza alheia ao controle e desejo do casal) é um não- matrimônio na prática (seja este heterossexual ou homossexual), porque não constitui um seio familiar sobre o qual o Reino de Deus possa se multiplicar a partir da ordem divina dada no Gênesis.
  • A família é, portanto, a Igreja essencial, a Igreja Doméstica (conforme o Concílio Vaticano II), o nó fundamental de sustentação do tecido social que fortalece e desenvolve a Humanidade criada por Deus. Isso torna o pai de família o sacerdote do lar.
  • Para que essas duas pessoas, homem e mulher, possam viver eternamente em comunhão, há também que se empreender o exercício diário da entrega e confiança plena, portanto, de amor mútuo, somente capaz quando há o Kênosis individual (esvaziamento de si pelo outro), a partir do acolhimento vivo de Jesus no centro da relação.
  • Efetivamente, cabe também aos pais o ato de transmitir e educar religiosamente seus filhos batizados, sob a tutela doutrinária e sacramental da Igreja, fundamentando sua relação na mensagem de Jesus, de forma que também possam esses, quando adultos fiéis a Deus, viver sua máxima humanidade transformando suas vocações em atos concretos para outros irmãos.

Outros chamados, alguns até considerados dons do Espírito Santo – que se traduzem claramente em serviço ao próximo – também podem ser considerados vocações, apesar de não serem qualificados como tal formalmente em todas as esferas católicas ou mesmo por estarem associados a pastorais específicas.

  • Catequese, Educação e Atuação Missionária – missão de evangelizar e educar corretamente na doutrina da Igreja – inclusive, no caso das Missões, levando o Evangelho aos locais remotos -, de forma que cada catequizado alcance suficiência completa em sua relação direta com Deus, por Jesus, pois compreende a Mensagem, vive os Mandamentos, ora e compartilha a Graça.
  • Profecia – missão de anunciar o Evangelho e denunciar o que está em desacordo com ele (nada a ver com a visão mística e anticristã de adivinhar ou prever o futuro).
  • Intercessão – missão de orar e interceder pelo próximo junto a Deus, colocando-se como canal de fortalecimento do Corpo Místico de Cristo – a comunhão dos santos – em benefício do próximo (esteja ele vivo ou morto).
  • Suporte, Doação e Empatia – missão especial de cuidar ou suportar um irmão em dificuldade, de se doar integralmente a alguém, de assumir suas dores e sofrimentos.
  • Pacificação, Conciliação e Compartilhamento – missão especial de criar ambientes de paz, concórdia e participação, valores cristãos fundamentais para que o Reino de Deus se instale plenamente já neste mundo. A base da conciliação está em dois pilares fortíssimos do cristianismo: a união e o perdão mútuo.
  • Animação e Louvor – missão de animar, louvar e mobilizar os irmãos com músicas, cantos, movimentos grupais e outros procedimentos coletivos de adoração, glorificação e agradecimento a Deus.

Assim, por sermos feitos à imagem e semelhança do Pai, que é Amor, fica claro que a vocação fundamental de todo ser humano é amar: a Deus, sobre todas as coisas E ao próximo como a si mesmo (conforme os 2 mandamentos deixados por Jesus).

Essa vocação de amor ao próximo, que agrada a Deus, sob o ponto de vista prático e refletida em como e quem foi Jesus quando esteve encarnado neste mundo, se traduz em 3 pilares indiscutíveis: serviço ao próximo, empatia (que é se colocar no lugar do próximo) e, acima de tudo, o perdão (70 X 7 ou o infinito como medida de limite para o perdão ao próximo).

As vocações e a Eucaristia

Jesus, como o Primogênito dentre os mortos, primícia revelada por Paulo, primeiro fruto da colheita, é aquele que “puxa a fila” da vida eterna dos ressuscitados, conforme o Apocalipse. “Ninguém pode vir a mim, se o Pai, que me enviou, não o atrair; e eu o ressuscitarei no último dia (João 6,44)”. Aqui percebemos claramente o estímulo da vocação de cada um, de sua fé, pela crença no poder mobilizador do Espírito Santo, que sopra como quer, onde quer, em quem quer.

Deus-Pai, universalmente amoroso, que não faz diferença e acepção entre seus filhos, atrai a todos, cada qual de um jeito, com uma proposta, linguagem ou sinal, mas cabe a cada um de nós aceitarmos ou não seu chamado, ao abrirmos ou endurecermos o nosso coração (por isso a exortação de Jesus sobre a urgência de imitarmos o coração dos pequeninos e dos humildes para entrarmos no Reino de Deus).

Cumpre perceber que a dinâmica e o papel da Igreja como meio “mais eficaz” para a ligação do Homem com a Divindade Trina (Pai, Filho e Espírito Santo) e sua confirmação no “Livro da Vida” eterna conquistada pela graça salvífica alcançada por Cristo na cruz se fortalece mutuamente nos sacramentos, especialmente na Eucaristia.

Essa Eucaristia – ou comunhão plena – é a permanência de cada um de nós Nele e a presença visceral Dele em cada um de nós, porque Ele permanece no Pai. Assim se estabelece a comunhão profunda, via Jesus (único mediador), entre Deus e o Homem. Jesus explicita essa relação imperativa de comunhão espírito-carnal em João 6,54: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”. Conforme João 6,53: “Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos”, porque é importante que enxerguemos que não nos damos nossa vida a nós mesmos, mas Cristo no-la dá, restabelecendo-a com a comunhão.

A insistência de Jesus no comer o que comemos e beber o que bebemos está no fato de que o que comemos e bebemos, com a digestão, se mistura conosco, em nós se dilui e nos compõe como alimento celular. Isso – essa comunhão de composição simultaneamente física e transcendental – nos torna, naquele instante (pelo menos), semelhantes a Cristo; portanto, permanecendo em Cristo, com Cristo, via Eucaristia.

É nesse momento de Eucaristia – idealmente permanente, pela vida sem pecado – que nossas vocações se potencializam, porque Cristo nos integra ao Pai.

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